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Apostila de Primeiros Socorros (parte 5)
| Apostila de Primeiros Socorros (parte 5) |
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Continuação da apostila de primeiros socorros (atendimento pré Hospitalar).
3. ABUSO A CRIANÇAS Atualmente, o abuso a crianças e a lesão intencional é uma ocorrência mais mais comum do que se imagina. A promotoria da criança e do adolescente, através dos seus conselhos tutelares, possui responsabilidades sobre a criança e o adolescente, que passam a ter vontades e direitos próprios, como cidadãos independentes. Assim sendo, ações violentas ou condutas educativas e domésticas que afetem a capacidade de desenvolvimento saudável da criança, podem configurar um crime, cabendo a elas uma ação policial. 3.1 Os principais abusos são: · Abusos emocionais/psicológicos; · Abusos físicos; · Abusos sexuais; · Atos de negligência. 3.2 Características que indicam o abuso e/ou negligência: · Falta de condições de higiene; · Sinais de cativeiro; · Fome/desnutrição; · Ferimentos insistentes ou lesões múltiplas em diferentes estágios de cicatrização no corpo da criança; · Queimaduras (principal lesão referente a abuso físico); · Lesões prévias com relatos suspeitos; · Descrições contraditórias sobre o “acidente”. Um fato importante sobre o abuso a crianças é que osepisódios são freqüentemente repetidos com gravidade progressiva. Caso suspeite de abuso, observe com cautela os seguintes pontos: · História (descrição do acidente) contada pelos pais ou responsáveis; · Tipo de ferimento/lesão existente; · Força/instrumento gerador da lesão; · Tempo decorrente entre o acidente e a solicitação de auxílio. 3.3 Como o socorrista deve proceder em casos de abuso: · O socorrista não faz diagnóstico de abuso. No local, execute primeiramente os procedimentos de auxílio ao paciente, deixando o relato de suas suspeitas e as ações policiais para um segundo momento; · Anote seus achados e a história colhida na Ficha de APH e transmita essas informações ao médico do Serviço de Emergência, quando da entrega do paciente no hospital, bem como ao responsável pelo Serviço de APH de sua organização, que deverá comunicar o fato às outras autoridades competentes. 3.4 A tratar o paciente pediátrico, evite: 1. Assumir postura infantil; 2. Falar tudo no diminutivo; 3. Alterar timbre de voz para o agudo; 4. Prometer que não irá doer. 3.5 Dicas para abordar e manipular o paciente pediátrico: 1. Mantenha a calma e transmita segurança, se possível, execute sua abordagem/atendimento ajoelhado ou sentado; 2. Acalme também os pais ou responsáveis que estejam presentes na cena; 3. Controle suas emoções e expressões faciais; 4. Solicite apoio e autorização dos pais ou responsáveis para executar o atendimento (no caso de crianças e adolescentes); 5. Explique os procedimentos que irá realizar para os pais e para o paciente; 6. Use se necessário um “objeto de transição”; 7. No caso de crianças muito pequenas, execute os procedimentos com o paciente no colo da mãe ou responsável; 8. Utilize equipamentos de cores e tamanho adequado para cada faixa etária; 9. Crianças têm dificuldade para aceitar ficarem deitadas, explique a necessidade; 10. Algumas crianças podem não ser receptivas as máscaras de oxigênio sobre a face, se necessário, use copinhos plásticos limpos e vazios para substituir as máscaras comuns; 11. Sorria para a criança e nunca minta, nem prometa nada que não possa cumprir. Dê um presente (distintivo ou certificado) ou cole na roupa da criança um adesivo institucional em troca do bom comportamento, cooperação e coragem; 12. Os procedimentos de imobilização, aplicação de curativos, uso de bandagens e fixação na prancha (maca rígida) pediátrica, são similares aos procedimentos utilizados em pacientes adultos. |
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