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Publi Saúde

Sábado
26/05
2012
Home arrow Artigos arrow Para o leigo arrow Apostila de Primeiros Socorros (parte 5)
Apostila de Primeiros Socorros (parte 5) Imprimir E-mail
Continuação da apostila de primeiros socorros (atendimento pré Hospitalar).
3. ABUSO A CRIANÇAS

Atualmente, o abuso a crianças e a lesão intencional é uma ocorrência mais mais comum do que se imagina. A promotoria da criança e do adolescente, através dos seus conselhos tutelares, possui responsabilidades sobre a criança e o adolescente, que passam a ter vontades e direitos próprios, como cidadãos independentes. Assim sendo, ações violentas ou condutas educativas e domésticas que afetem a capacidade de desenvolvimento saudável da criança, podem configurar um crime, cabendo a elas uma ação policial.  

3.1 Os principais abusos são:

· Abusos emocionais/psicológicos;
· Abusos físicos;
· Abusos sexuais;
· Atos de negligência.  

3.2  Características que indicam o abuso e/ou negligência:

· Falta de condições de higiene;
· Sinais de cativeiro;
· Fome/desnutrição;
· Ferimentos insistentes ou lesões múltiplas em diferentes estágios de cicatrização no corpo da criança;
· Queimaduras (principal lesão referente a abuso físico);
· Lesões prévias com relatos suspeitos;
· Descrições contraditórias sobre o “acidente”. Um fato importante sobre o abuso a crianças é que osepisódios são freqüentemente repetidos com gravidade progressiva. Caso suspeite de abuso, observe com cautela os seguintes pontos:
·  História (descrição do acidente) contada pelos pais ou responsáveis;
·  Tipo de ferimento/lesão existente;
·  Força/instrumento gerador da lesão;
·  Tempo decorrente entre o acidente e a solicitação de auxílio.

3.3  Como o socorrista deve proceder em casos de abuso:

· O socorrista não faz diagnóstico de abuso. No local, execute primeiramente os procedimentos de auxílio ao paciente, deixando o relato de suas suspeitas e as ações policiais para um segundo momento;
· Anote seus achados e a história colhida na Ficha de APH e transmita essas informações ao médico do Serviço de Emergência, quando da entrega do paciente no hospital, bem como ao responsável pelo Serviço de APH de sua organização, que deverá comunicar o fato às outras autoridades competentes.

3.4 A tratar o paciente pediátrico, evite:

1. Assumir postura infantil;
2. Falar tudo no diminutivo;
3. Alterar timbre de voz para o agudo;
4. Prometer que não irá doer.

3.5 Dicas para abordar e manipular o paciente pediátrico:

1. Mantenha a calma e transmita segurança, se possível, execute sua abordagem/atendimento ajoelhado ou sentado;
2. Acalme também os pais ou responsáveis que estejam presentes na cena;
3. Controle suas emoções e expressões faciais;
4. Solicite apoio e autorização dos pais ou responsáveis para executar o atendimento (no caso de crianças e adolescentes);
5. Explique os procedimentos que irá realizar para os pais e para o paciente;
6. Use se necessário um “objeto de transição”;
7. No caso de crianças muito pequenas, execute os procedimentos com o paciente no colo da mãe ou responsável;
8. Utilize equipamentos de cores e tamanho adequado para cada faixa etária;
9. Crianças têm dificuldade para aceitar ficarem deitadas, explique a necessidade;
10.  Algumas crianças podem não ser receptivas as máscaras de oxigênio sobre a face, se necessário, use copinhos plásticos limpos e vazios para substituir as máscaras comuns;
11. Sorria para a criança e nunca minta, nem prometa nada que não possa cumprir. Dê um presente (distintivo ou certificado) ou cole na roupa da criança um adesivo institucional em troca do bom comportamento, cooperação e coragem;
12. Os procedimentos de imobilização, aplicação de curativos, uso de bandagens e fixação na prancha (maca rígida) pediátrica, são similares aos procedimentos utilizados em pacientes adultos.
 
 
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