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Publi Saúde

Sexta-Feira
25/05
2012
Home arrow Artigos arrow Enfermagem arrow Sexualidade das Mulheres no Climatério e na Menopausa
Sexualidade das Mulheres no Climatério e na Menopausa Imprimir E-mail

Alexandra Oliveira¹.

Charlene Almeida¹

Emmeline Bastos¹

Josefa Cristina Santos¹

Kátia Clécia Souza¹

Sinara Bruno¹

Thauana Rocha¹

Rosemar Barbosa Mendes ²

¹ Graduandas em Enfermagem pela Universidade Tiradentes.

² Enfermeira Mestre em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Tiradentes. Co-autora e orientadora do presente artigo, rosemarbm @ u o l .com.br

 

RESUMO

O climatério é definido como período em que assinala o início da cessação da capacidade reprodutiva na mulher e quando a força física começa a declinar. Sendo acompanhada por alguns sintomas como aumento da temperatura, sudorese, palpitações e ansiedade. Na menopausa ocorre a cessação fisiológica permanente das menstruações e função ovariana fazendo com que a função reprodutiva termine neste período. Ao chegar à fase do climatério as mulheres já experimentaram, ao longo de suas vidas, um período sexual ativo, onde a quantidade sobressaía à qualidade. Porém com a chegada deste período ocorrem varias alterações anatomo-fisiológicas que modificam o seu padrão sexual, principalmente no que diz respeito à freqüência de relações. Este trabalho objetivou identificar o perfil das mudanças no padrão sexual das mulheres acima de 50 anos que freqüentam determinada unidade de saúde da Zona Norte de Aracaju, nos meses de outubro e novembro de 2007, assinalando nível de escolaridade, tratamento de reposição hormonal, freqüência das relações sexuais e seu interesse pela busca de parceiros. Os principais resultados apontaram que 84% delas não fazem tratamento de reposição hormonal, 66% não havia tido relação sexual no último mês.

PALAVRAS-CHAVE: Climatério, menopausa, sexualidade.

ABSTRACT

The climacteric is defined as a period marked how start of the end of the capacity of reproduction of the women and when the physical strength begins the decline. It comes with some symptoms rise in the temperature, transpiration, palpitation, and anxiety. In the menopause happen the decline physiological permanent of the menses, and the function of the ovaries, doing the finish of the reproduction in this period. This work must how objectives identify the profile of the sexual standard of the women above of 50 years than frequent some health of unit in the Aracaju's north zone, on the months October and November of 2007, scoring the level of schooling, treatment of hormone replacement, frequent of the sexual relation and her interest for search for partner. The results pointed than 84% of the women don’t make treatment of hormone replacement, and 66% didn't have sex in the last month.

KEYWORDS: Climacteric, menopause, sexuality.

1 Introdução

Com o aumento da expectativa de vida, cada vez um maior número de mulheres vive por mais tempo na chamada terceira idade. Em função disso, torna-se cada vez mais relevante o estudo das alterações fisiológicas e psicossociais que ocorrem a partir do climatério e, por conseguinte, da menopausa por volta dos quarenta e cinco anos de idade.

O climatério corresponde à fase da vida da mulher onde ocorre a transição do período reprodutivo (menacme) até a senectude (senescência ou senilidade). Varia, em geral, dos 40 aos 65 anos, segundo a OMS.

É o período que assinala a cessação da capacidade reprodutiva na mulher e quando a força física começa a declinar (SACCONI, 1996). Surge inesperadamente como crises de calor sufocante no tórax, pescoço e face muitas vezes acompanhados de rubor no rosto (a temperatura da pele chega a subir cinco graus), sudorese (que pode ser profusa), palpitações e ansiedade. As crises geralmente duram de um a cinco minutos e podem repetir-se diversas vezes por dia. Através de mecanismos mal conhecidos, menor produção de estrogênio modifica os níveis de dopamina, noradrenalina e serotonina em certas áreas do sistema nervoso central. Como conseqüência, as mulheres no climatério estão sujeitas a quadros depressivos, dificuldade de memorização, irritabilidade, melancolia, crises de choro, humor flutuante e labilidade emocional.

Segundo Brunner & Suddarth et al (2006), a menopausa é a cessação fisiológica permanente das menstruações associadas à função ovariana decrescente; durante este período, a função reprodutiva diminui e termina. E se caracteriza pela queda dos níveis dos hormônios sexuais alterando a consistência do revestimento da vagina, da uretra e das fibras do tecido conjuntivo que conferem sustentação à mucosa dessas regiões.

Levando-se em consideração as diversas alterações fisiológicas relacionadas ao período climatérico e pós-menopausa associadas às mudanças na sexualidade das mulheres surge o seguinte questionamento: há uma orientação adequada para as menopausadas de como obter melhor qualidade na vida sexual? Supondo-se que essa população não procura adequadamente os profissionais de saúde para solicitar informações relacionadas a esse período devido a padrões econômicos, intelectuais e principalmente, sócio-culturais, acredita-se que ocorre uma redução da atividade sexual não somente por fatores hormonais, mas também pela ausência de preparo dos profissionais da área de saúde quanto à abordagem dessa problemática.

Diante do exposto este trabalho objetivou identificar o perfil das mudanças no padrão sexual das mulheres devido às alterações do período climatérico e da menopausa. Bem como, analisar as diferenças no padrão sexual entre as mulheres que utilizam o tratamento de reposição hormonal e as que não utilizam; verificar a freqüência das relações sexuais no período climatérico e/ou menopausal.

2 Fundamentação

Teórica Climatério

O climatério é a última menstruação da mulher. Este período representa uma fase de transição na vida feminina, quando a mulher passa do período reprodutivo para o não reprodutivo. De acordo com a Sociedade Internacional de Menopausa (1999), ela pode ser dividida em pré, peri e pós-menopausa.

A idade na qual se inicia o climatério é variável, mas admite-se ser ao redor dos 40 anos1. Caracteriza-se por um momento de alterações, principalmente pela deficiência de hormônios sexuais. Segundo Bossemeyer (apud LORENZI et al, 2005) é o fenômeno fisiológico decorrente do esgotamento dos folículos ovarianos que ocorre em todas as mulheres de meia idade, seguida da queda progressiva da secreção de estradiol, culminando com a interrupção definitiva dos ciclos menstruais (menopausa) e o surgimento de sintomas característicos.

De acordo com Speroff (apud SACILOTO et al, 2005) cerca de 60 a 80% das mulheres refere algum tipo de sintomatologia durante o climatério.

Ainda há discussões a respeito de quais fatores, exatamente, podem estar vinculados aos sintomas sentidos durante o climatério. É provável que os fatores sócio-culturais e psicológicos atuariam influenciando a modulagem da resposta dos sintomas causados durante o período climatérico.

O climatério acarreta transformações biológicas, psicológicas e sociais na vida da mulher e fatores sociais, culturais e econômicos exercem influência na maneira como ela irá vivenciar este período. Assim, ele deve ser compreendido como um fenômeno biopsicossocial (Lima & Ângelo, 2001).

Dessa forma, torna-se evidente a importância de pesquisas, estudos e novas modalidades de serviços de saúde para atender às mulheres na faixa etária dos 40 anos.

Segundo Deeks (apud NETTO et al, 2004), o tratamento da mulher climatérica deve ter sempre uma abordagem multidimensional.

Rodrigues e Rodrigues (1990) propõem uma intervenção, a ser desenvolvida por enfermeiros, com o objetivo de ajudar a mulher, a partir de suas necessidades, a adaptar-se ao climatério.

Do ponto de vista de Netto (2004), a percepção de que no climatério as mulheres passam por experiências semelhantes contribuiu para diminuir os preconceitos e concepções negativas relacionadas a este período, possibilitando uma maior aceitação e tranqüilidade para enfrentar as modificações que ocorrem nesta fase da vida.

Menopausa

Segundo BRUNNER (2005) a menopausa é a cessação fisiológica permanente das menstruações associadas à função ovariana decrescente; durante esse período a função reprodutiva diminui e termina. Em geral, ela ocorre entre as idades de 45 e 52 anos, mas pode ocorrer tão precocemente quanto com 42 anos ou tardiamente quanto com 55 anos.

“À medida que a mulher vai alcançando idade próxima àquela da sua menopausa, as principais alterações biológicas que surgem são decorrentes do gradual esgotamento da população folicular ovariana” (FERNANDES et al, 2004).

A perda da capacidade reprodutiva nas mulheres é acompanhada por uma série de sintomas físicos ou emocionais. Os sintomas comumente mencionados são: calor, suor excessivo, cefaléia, pele seca, entre outros. Pode também ocorrer a diminuição do desejo sexual, porém a vida sexual de mulheres menopausadas é bastante particular, tendo uma grande participação do fator cultural.

 

Algumas mulheres que se sentiram obrigadas a manter relações sexuais por toda uma vida, justificam a perda da função sexual com o fim da menstruação. [...] Já outras mulheres experimentam uma melhora da vida sexual e de seu desejo com a parada do ciclo menstrual, pois não precisam mais temer a gravidez indesejada e geralmente não têm mais filhos pequenos que atrapalhem o sono ou que ocupem muito sua atenção ao longo do dia” (PARISOTTO, 2007).

 

De acordo com BRUNNER (2005), com a chegada da menopausa todo o sistema geniturinário é afetado pelo nível de estrógeno reduzido. Na área vulvovaginal pode haver adelgaçamento gradual dos pêlos pubianos, lento enrugamento dos lábios, diminuição das secreções vaginais e até desconforto durante a relação sexual. Contudo, “o orgasmo da mulher menopáusica pode ser muito intenso, pois as terminações nervosas estão muito mais à flor da pele” (PARISOTTO, 2007).

Em conseqüência ao ressecamento da vagina, o atrito do pênis pode machucá-la, como também ao seu parceiro, além de poder provocar algumas infecções (vulvovaginites). O uso de cremes lubrificantes é aconselhável, bem como a possibilidade de reposição hormonal.

Segundo a Sociedade Brasileira de Climatério, depois de iniciado o tratamento com hormônios, as ondas de calor e os distúrbios do sono começam a diminuir, dentro de duas ou três semanas. Os sintomas vaginais adversos também diminuem e o envelhecimento da pele é retardado.

Sexualidade

A capacidade de viver a sexualidade não se esgota com a idade, mas se qualifica de acordo com a experiência de vida. De acordo com DAVIS (1998) quando comparada com uma mulher na idade reprodutiva, a mulher climatérica tem menos pensamentos e fantasias sexuais e menor lubrificação durante o ato sexual. Mas, a literatura é unânime quando afirma que o melhor fator preditivo de boa satisfação sexual da mulher no climatério é a sua qualidade de vida e o aspecto do seu relacionamento conjugal.

O desejo sexual, que constitui a primeira fase da resposta sexual, em geral diminui no período da pré-menopausa. Isso se expressa no relato de menos sonhos e fantasias eróticas e, naquelas que se masturbam de um menor interesse no seu exercício (LOPES, 2001). Segundo LORENZI (2006), a queda dos níveis de estrogênio resulta na diminuição do suporte pélvico e da lubrificação dos tecidos urogenitais, causando dispareunia e dificultando a atividade sexual.

Em relação às mudanças socioculturais HAYASHIDA (2005) relata que em algumas culturas, a mulher que chega ao climatério é vista como sábia e madura, a quem é permitido assumir novos papéis na sociedade; nas culturas ocidentais prevalece a idéia de que o processo é árduo, resultando na redução da atração física, da fertilidade e da sexualidade.

O amor e a sexualidade na velhice são vistos como tabu para os que têm uma maior idade, porque a sociedade ainda concebe que somente aos jovens é dada a possibilidade de amar e manifestar sua sexualidade, relegando o indivíduo da terceira idade ao amor platônico ou à abstinência sexual (ALMEIDA, 2007).

3 Material e Métodos

O presente estudo teve caráter exploratório de campo com abordagem quantitativa. Foi realizada na zona norte de Aracaju-SE, com uma população de mulheres de idade igual ou superior a 50 anos. Foi submetida à pesquisa uma amostra de vinte e uma mulheres.

Sendo incluídas aquelas que estão passando ou já experimentaram o período do climatério ou menopausa, sejam ou não sexualmente ativas, emitindo-se um termo de consentimento livre e esclarecido a fim de elucidar e obter a permissão para a investigação sobre o tema abordado. Todas manifestaram disponibilidade em participar, após tomarem conhecimento dos objetivos do estudo, assinando o Termo de Consentimento perante as mulheres pesquisadas. Foram excluídas as que não aceitassem participar, respeitando o cumprimento da Resolução nº. 196/96 de 10 de outubro de 1996, do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde.

Esta pesquisa ocorreu durante os meses de outubro e novembro do ano de 2007.

A coleta de dados foi feita através de um questionário fechado, validado pelo Protocolo Técnico de Atenção Integral à Saúde do Idoso de Sergipe/ 2006, elaborado e aplicado pelas pesquisadoras – alunas do quinto período do curso de Enfermagem da Universidade Tiradentes – na população, que foi abordada nos corredores da unidade básica de saúde (UBS), enquanto algumas estavam: à espera por atendimento médico, consulta de enfermagem para realização do exame ginecológico, e na ginástica matinal do programa semanal da referente unidade de saúde.

“A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, através da Assessoria Técnica de Atenção à Saúde do Idoso, traçou um Protocolo Técnico de Atendimento Integral à Saúde do Idoso, com o objetivo de oferecer aos municípios do nosso Estado diretrizes essenciais da Política Estadual de Saúde do Idoso. O trabalho foi elaborado em parceria com outras assessorias Técnicas como: Saúde Bucal, Vigilância Alimentar e Nutricional, Coordenação de Informações em Saúde, alem de profissionais de áreas especificas como Serviço Social, Saúde Mental e Geriatria”. (TOMÉ et. al., 2006).

 

Os dados coletados foram analisados em forma de tabelas e gráficos por meio dos programas Microsoft Word e Excel. Confrontando os dados obtidos com o referencial teórico.

4 Resultados e Discussão

Os dados apresentados a seguir foram alcançados através da coleta de dados, considerando as respostas das mulheres ao questionário da pesquisa. Os resultados foram discutidos de maneira individual. Durante o desenvolvimento desta pesquisa, as 21 mulheres, na faixa etária igual ou superior a 50 anos, com média de 57,14 anos de idade, heterossexuais.

Segundo (Lima & Ângelo, 2001), o climatério acarreta transformações biológicas, psicológicas e sociais na vida da mulher e fatores sociais, culturais e econômicos exercem influência na maneira como ela irá vivenciar este período. O gráfico 1 mostra a idade das mulheres entrevistadas.

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Das 21 entrevistadas 24% (5) das mulheres apresentaram idade entre 50 a 55 anos, 38% (8) delas têm entre 56 a 60 anos e 38% (8) com idade maior que 61 anos. Para Habbe (1994) e por Speroff, Glass e Kase (1995), a idade média da menopausa nas mulheres foi estimada entre os 50 e 52 anos.

O gráfico 2 retrata a o período da última menstruação entre as mulheres analisadas.

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De acordo com a tabela 1, verifica-se a classificação ocupacional da população estudada, havendo predomínio da tradicional função atribuída à mulher, 8 donas de casa.

Tabela 1 – Classificação ocupacional das mulheres entrevistadas

Profissão 

 

Dona de casa 

8 

Doméstica 

3 

Comerciante 

1 

Agricultora 

1 

Camareira 

1 

Costureira 

3 

Balconista 

1 

Atendente de enfermagem 

1 

Cabeleireira 

1 

Aposentada 

1 

 

 

O gráfico 3 mostra que 1 (5%) das mulheres submetidas ao questionário concluíram o ensino superior,  2 (9%) tinham o ensino médio completo, 1 mulher (5%) não concluiu o ensino médio, 2 (10%) afirmaram ter concluído o ensino fundamental, enquanto 13 (61%) interrompeu os estudos antes de concluir o ensino fundamental, apenas 1 não teve nenhum tipo de escolaridade.

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No gráfico 4 observou-se que 10 mulheres (47%) são casadas, 6 (29%) são divorciadas do marido ou vivem separadamente deles, mas com o estado civil ainda de casada, 4 (19%) são viúvas e apenas 1 (5%) das entrevistadas relatou ser solteira.

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Conforme a tabela 2 pode-se analisar a freqüência dos sintomas relativos ao período climatérico e da menopausa nas mulheres entrevistadas. De acordo com Lopes (apud CASTRO et al. 2002), a terceira idade corresponde de início, para a mulher, ao climatério, representando, basicamente, uma queda hormonal e, em alguns casos, a queda do interesse sexual. Paralelamente, vão ocorrendo também algumas modificações físicas e envelhecimento fisiológico em si, que traz certa limitação às idosas.

Tabela 2 - Freqüência dos sintomas relativos ao climatério

Sintomas 

 

Irritabilidade 

17 

Tristeza 

17 

Fogachos 

14 

Tontura 

18 

Zumbidos 

11 

Insônia 

13 

Cefaléia 

12 

Dormência 

14 

Cansaço 

15 

Nervosismo 

17 

Palpitação 

14 

 

Observa-se no gráfico 5, a história de tratamento com reposição hormonal, 16 (84%) das mulheres não fazem este tipo de terapia, 3 (16%) delas  fazem atualmente, e dentre as que não realizam, 2 delas afirmaram já ter feito.

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Estudos clínicos comprovam a importância e eficácia da reposição hormonal no climatério. Os efeitos benéficos do estrógeno sintético se traduzem, sobretudo pela otimização da qualidade de vida sexual em substituição a postura de distanciamento e inibição dessa atividade (CAMARGOS et al, 2000).

Das 21 entrevistadas, 71% afirmaram ter vida sexual ativa, porém 29% delas não, como mostra o gráfico 6. Entre as mulheres que não possuem vida sexual ativa, houve várias explicações sobre o feito: desinteresse 10% (2), vergonha 10% (2), medo 5% (1), constrangimento familiar 16% (3), por não se sentir desejada 16% (3), problemas com parceiro 11% (2), e outros motivos 32% (6).

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No gráfico 7, há a representação quantitativa das mulheres que possuem parceiros, sendo que 48% delas têm e 52% não têm ou por falta de oportunidade ou por não ser mais necessário.

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O gráfico 8 demonstra o percentual das mulheres que têm ou não mudança no padrão sexual devido às alterações referentes ao período do climatério e da menopausa. Onde foi observado que 65% referem sentir tais modificações e 35% dizem não ter passado por elas. Segundo (FERNANDES et al, 2004), à medida que a mulher vai alcançando idade próxima àquela da sua menopausa, as principais alterações biológicas que surgem são decorrentes do gradual esgotamento da população folicular ovariana.

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A partir do gráfico 9, pode-se analisar a freqüência de relações sexuais do último mês das referidas entrevistadas, 66% não realizaram nenhum tipo de atividade sexual, 19% fizeram de 3 a 4 vezes, 10% praticaram o ato em 1 a 2 ações e apenas 5% tiveram relação mais de 5 vezes no mês.

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Por fim, no gráfico 10, foi observado apenas 5% das mulheres utilizam algum método artificial para satisfazer-se sexualmente e que 95% delas não fazem uso deles.

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5 Conclusão

Esta pesquisa concluiu que as mulheres entrevistadas estão mais susceptíveis aos sintomas de ressecamento vaginal e da diminuição da libido e com isso, ocorre às mudanças no seu padrão sexual.  Foi observado que um pequeno contingente de mulheres realizou tratamento de reposição hormonal (TRH), o que diminuiu a intensidade das alterações do climatério e da menopausa. Referente ao grau de escolaridade das entrevistadas, percebe-se que há um baixo nível educacional. Muitas delas têm parceiro, mas não exercem a sua sexualidade por razões diversas, que segundo as mesmas, já não têm mais idade para tal ato ou mesmo, que se trata de atitudes para os mais novos. E com isso, não pretendem utilizar métodos artificiais para satisfazer-se sexualmente.

Em suma, de acordo com o aumento da população idosa no Brasil, consequentemente, há uma elevação da responsabilidade por meio dos profissionais da área de saúde em promover informações que forneçam um quadro de práticas sexuais da mulher propiciando boa qualidade da saúde sexual e possibilitando à mesma, discutir abertamente as questões sexuais e sobre suas preocupações junto ao profissional de saúde capacitado.

Referências

1.      LORENZI. Fatores indicadores da sintomatologia climatérica. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2005.

2.      SPEROFF L, Glass RH, Kase NG. Clinical gynecologic endocrinology and infertility. 4th ed. Baltimore: Williams & Wilkins; 1989. p. 134-55.

3.      BOSSEMEYER, R. Aspectos gerais do climatério. In: Fernandes CE, Melo NR, Wehba S, editores. Climatério Feminino: fisiopatologia, diagnóstico e tratamento. São Paulo: Lemos Editorial; 1999. p. 17-33.

4.      DEEKS, A.A. (2003). Psychological aspects of menopause management. Best Practice e Research Clinical Endocrinology e Metabolism. 17 (1), 17-31.

5.      RODRIGUES, R.A.P. & RODRIGUES, A.R.F. (1990). Adaptação da mulher no climatério: proposta de desempenho em enfermagem. Femina, 18 (1), 15-17.

6.      BRUNNER & SUDARTH. Tratado de Enfermagem médico-cirúrgica. vol. 3, 9. ed. Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 2002. 1533p.

7.      FERNANDES C. E.; BARACAT E.C.; LIMA G.R. Climatério. Direitos reservados à FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. São Paulo, 2004.

8.      LOPES, G. P. Sexualidade no Climatério. In: RODRIGUES, E. J. S.; DONDICI FILHO, J.. (Org.). Menopausa Seja Bem-Vinda & Bem Vivida. Rio de Janeiro: Medsi, 2001, v. , p. 45-53.

9.      FERNANDEZ, M. R. et.al. Sexualidade no período climatérico: situações vivenciadas pela mulher. Revista Esc Enferm USP 2005; 39(2):129-35.

10.  ALMEIDA, T. & LOURENÇO, M. L. Envelhecimento, amor e sexualidade: utopia ou realidade?. Rev. Brasileira de Geriatria. Gerontologia v.10 n.1 Rio de Janeiro 2007.

11.  CAMARGOS AF, Polisseni F, Amaral MCMS, Lamaita RM. Mudança do comportamento sexual feminino através dos tempos. In: Halbe HW. Tratado de ginecologia. 3ª ed. São Paulo: Roca; 2000. Vol 3, cap.166, p. 1888-93.

 
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