Vitiligo: Sintomas, Causas e Tratamento

Doença de causa desconhecida, o vitiligo caracteriza-se pela presença de manchas acrômicas (sem pigmentação) na pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação do pigmento melanina, que da cor à pele) nos locais afetados.

A causa disto ainda não está clara mas, fenômenos auto-imunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, é comum a correlação com alterações ou traumas emocionais que poderiam atuar como fatores de desencadeamento ou agravação da doença.

Manifestações clínicas

As manchas típicas do vitiligo são brancas, com total ausência de pigmento. Têm limites bem definidos e podem apresentar um fino halo de pele mais escura ao seu redor. As lesões não apresentam quaisquer sintomas.

O vitiligo costuma atingir principalmente a face, extremidades dos membros, genitais, cotovelos e joelhos, mas pode chegar a acometer quase toda a pele. Quando atinge áreas pilosas, os pêlos ficam brancos.

O vitiligo tem curso crônico. Não há como prever a evolução da doença, que pode permanecer estável durante anos, voltar a se desenvolver ou regredir espontaneamente. Em um mesmo paciente podem ocorrer simultaneamente a regressão de algumas lesões enquanto outras se desenvolvem. Uma característica da doença é que ferimentos na pele podem dar origem a novas lesões.

Apesar do vitiligo não causar nenhum prejuízo à saúde física, as alterações estéticas muitas vezes causam distúrbios psicológicos que podem prejudicar o convívio social. O grau de comprometimento emocional pode acabar interferindo negativamente na evolução da doença. Quando necessário, o acompanhamento psicológico dos pacientes em tratamento pode ser fundamental para um bom resultado.

Tratamento
O vitiligo se apresenta de forma e intensidade variada em cada paciente, portanto, o tratamento indicado pelo  dermatologiasta deve ser individualizado, de acordo com cada caso. Medicamentos que exercem ótimos resultados em alguns pacientes podem não ter efeito algum em outros. Muitas vezes, os resultados parecem estar mais relacionados ao paciente tratado do que ao tratamento em si.

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As medicações visam corrigir as alterações imunes responsáveis pelo processo de despigmentação ou estimular os melanócitos presentes nas lesões a produzirem a melanina. A repigmentação das lesões se dá a partir dos folículos pilosos, formando-se pontilhado pigmentar dentro das manchas. Estes pontos aumentam progressivamente coalescendo para fechar a lesão. Nos casos de vitiligo estável (quando não surgem novas lesões e as existentes não aumentam de tamanho), algumas técnicas cirúrgicas promovem a transferência de melanócitos obtidos em áreas de pele saudável para a área afetada. Uma vez incorporados ao tecido estes iniciam a produção de melanina repigmentando a lesão.

O vitiligo é uma doença que tem tratamento, mas este é demorado e exige paciência. No caso das crianças, é importante que os pais tentem se controlar para não transmitir sua ansiedade à elas, fazendo-as pensar que sofrem de uma doença grave, o que só trará dificuldades ao tratamento . É importante lembrar que o vitiligo não traz nenhuma alteração de saúde apesar do grande distúrbio estético.

Tratamento do vitiligo com enxerto de raspado de pele
A técnica foi apresentada durante o Congresso de Cirurgia Dermatológica, realizado no Rio de Janeiro, e pode ser utilizada apenas para os casos de vitiligo estável, ou seja, quando a doença não se apresenta em atividade, sem surgimento de novas lesões. Ideal para os casos de vitiligo segmentar, quando a pessoa apresenta uma ou poucas manchas que não estão crescendo, mas não desaparecem com outros tratamentos.O tratamento é feito da seguinte forma: é realizada uma raspagem de uma área de pele sadia, sem manchas. O material raspado é tratado, formando uma “papa de pele”. Após realizar uma raspagem também da área manchada, a pele raspada é colocada sobre esta área. Um curativo especial é aplicado, fixando o enxerto de pele raspada sobre a mancha do vitiligo. É necessário anestesia tópica das áreas raspadas. O objetivo é levar melanócitos ativos (as células que produzem o pigmento da pele, melanina) para a mancha do vitiligo, fazendo-os se incorporar à pele do local. Uma vez incorporados, eles começam a trabalhar e produzir pigmento, repigmentando a mancha.Os resultados apresentados foram bons, com uma repigmentação mais uniforme, “em névoa”, ao contrário das técnicas antigas de enxerto de pequenas fatias de pele saudável, que produziam uma pigmentação irregular, em confete

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Tratamento do vitiligo com o Laser Excimer
A técnica foi apresentada durante o Congresso de Cirurgia Dermatológica, realizado no Rio de Janeiro. O Laser Excimer foi utillizado para estimular a repigmentação de manchas de vitiligo. Sua alta energia estimularia os melanócitos com uma curta exposição da pele ao laser, ao contrário das técnicas habituais hoje utilizadas que, em geral, necessitam uma exposição de 30 a 60 minutos à radiação UV ou infra-vermelho. As aplicações do Laser Excimer são feitas em poucos minutos, 3 vezes por semana. Os melhores resultados foram obtidos com lesões na face. Manchas nas extremidades não responderam bem. O trabalho apresentado foi realizado com 18 pacientes, sendo que apenas 6 pacientes completaram o tratamento, com repigmentações começando a ocorrer entre a primeira e a sexta semana. O ministrador salientou que novos estudos, com um número maior de pacientes e com maior duração, devem ser realizados para confirmar os resultados preliminares conseguidos neste estudo piloto. A maior dificuldade em relação ao tratamento foi o comparecimento dos pacientes ao consultório por 3 dias na semana, para a aplicação do laser, devido a compromissos de trabalho.

Fonte: Congresso de Cirurgia Dermatológica – Rio de Janeiro

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